segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Trabalhadores de hospitais universitários geridos pela EBSERH entram em greve geral dia 30





A paralisação geral dos trabalhadores de hospitais universitários geridos pela EBSERH durará 72 horas. A Unidade de Brasília já está em greve por tempo indeterminado.
A greve dos empregados públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) se iniciou em Brasília e se alastrará pelo Brasil no próximo dia 30. Na última terça-feira (22), em assembleia geral nacional, os outros estados decidiram entrar em greve por 72 horas.


Atualmente 30 HUs em todo o país são geridos pela empresa e têm um contrato de 20 anos. Dentre os principais problemas apontados pelos servidores dos Hospitais Universitários após o ingresso da EBSERH é justamente o aumento da jornada de trabalho e a politização da gestão. A empresa desconhece as peculiaridades e especificidades de um hospital escola.


Os trabalhadores dos HUs, por exemplo, cumpriam jornadas de 6 horas diárias há cerca de 10 anos. Entretanto, o regime de trabalho da EBSERH está ignorando acordos coletivos para se basear nas 8 horas diárias determinadas pela Consolidação das Leis do Trabalho. A mudança de horário ainda não foi totalmente implementada, mas já há sinais como o aumento do número de plantões, trabalho em recessos e feriados, além do não pagamento dos plantões, realidade que já atingiu a maioria dos servidores. Os servidores também denunciam o não cumprimento das regras de progressão de carreira e a mudança súbita dos critérios de progressão funcional para retirar um direito já adquirido por pelo menos 1000 concursados.


Todo apoio  à greve dos trabalhadores da EBSERH!


Por todos estes motivos DIGA NÃO A EBSERH NO HUAP!




Governo não assina proposta salarial apresentada


Após 120 dias de greve foi concluída a rodada de assembleias de base da categoria.  A maioria das universidades votou aceitar a orientação do Comando Nacional de Greve de aceitar a proposta do governo e sair da greve. Vinte e duas universidades votaram por rejeitar e continuar a luta, entre as quais a assembleia do SINTUFF. A proposta do governo federal é reajuste de 5,5% em agosto de 2016 e 5% em 2017 e elevação no “step” na carreira de 0,1%.

Na tarde de quinta-feira, 24/09, o Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA Sindical se reuniu com o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça na sede do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Porém, o governo não quis assinar a proposta que ele mesmo apresentou e que a FASUBRA estava disposta a aceitar. Este é um desrespeito do governo com a categoria. “Não haverá discussão enquanto não analisarmos este assunto entre nós, até terça enviamos nossa proposta e na quarta à tarde discutimos o texto, para que realizem as assembleias de vocês”, afirmou Mendonça. No dia 30/09 haverá reunião do CNG para análise do texto no MPOG.

Amanhã, terça-feira, 29/09 às 14h o SINTUFF e o Comando Local realizarão assembleia para avaliar a nova situação e as perspectivas. É importante a presença dos servidores.  Participe!

Local da assembleia: Faculdade de Educação 


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Solidariedade ao dirigente petroleiro venezuelano Bladimir Carvajal!

Em 15 de setembro, Bladimir Carvajal, membro do Tribunal Disciplinar da FUTPV (Federação Unitária dos Trabalhadores Petroleiros da Venezuela) e dirigente da corrente sindical C-cura (Corrente Classista, Unitária, Revolucionária e Autônoma), em Petrocedeño-PDVSA, no estado de Anzoátegui, foi tirado abruptamente pela Guarda Nacional do ônibus que transporta por  policiais e guardas nacionais, com o argumento de que não poderia ingressar à fábrica porque pesava sobre ele uma solicitação de demissão na Inspetoria de Trabalho.
O dirigente sindical Carvajal está pagando o preço simplesmente por ser um defensor do contrato coletivo, violado sistematicamente pela gerência da PDVSA, e por ser um lutador incansável para que se inicie a discussão do contrato vencido.
Trabalhadores e lutadores petroleiros estão paralisando as fábricas e realizando mobilizações pela reintegração imediata do dirigente.
O SINTUFF se solidariza com a luta do companheiro Carvajal e convoca os trabalhadores a se pronunciarem contra este ataque às liberdades democráticas e ao direito de reivindicação sindical.
Pela imediata reincorporação do dirigente operário Bladimir Carvajal!
COORDENAÇÃO SINTUFF

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Assembleia do SINTUFF rejeita proposta do governo

Foi realizada hoje, 22/09 às 14 horas, a assembleia geral de greve do SINTUFF no refeitório do Hospital Antonio Pedro (HUAP). Após os informes, os companheiros presentes discutiram a posição da categoria em relação a proposta feita pelo governo e apoiada pela FASUBRA de 5,5% em 2016 e 5% em 2017.
Com ampla maioria e 4 abstenções, a assembleia decidiu continuar a greve e rejeitar o acordo parcelado em dois anos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Grevistas oferecem café da manhã e reitor chama a polícia

A Reitoria amanheceu fechada nessa quarta-feira, dia 16.  Trabalhadores e ativistas realizaram uma atividade unificada oferecendo um café da manhã para os presentes. Além dos técnicos adminsitrativos, docentes e estudantes da UFF, estavam presentes funcionários da UFRJ e da UNIRIO.
O reitor Sidney Melo ordenou trancar os portões desde às 6 horas da manhã . Os grevistas realizaram uma manifestação animada na calçada em frente ao prédio com carro de som, bateria, faixas e cartazes, dialogando com a população e denunciando a crítica situação da universidade e a política de cortes da área da educação do governo Dilma.
Às 11h, o procurador geral, no auge de sua arrogância, chegou com a Policia Federal para brutalmente acabar com a manifestação. Novamente o Procurador tentou induzir a policia ao erro ao mostrar um Interdito Proibitório que usaram outrora. Porém, desta vez quebrou a cara, pois os advogados do SINTUFF presentes mostraram que esse interdito havia sido derrubado pelo SSINTUFF então nada valeria. É importante frisar que o Procurador sabia que ele havia sido derrotado, mesmo assim ficou pressionando o delegado federal a pender quem estivesse fazendo piquete. A postura do procurador foi tão absurda que ele permanentemente queria que o delegado e o advogado do SINTUFF falassem por telefone com o juiz para resolver o impasse, como se telefone fosse instrumento legal para ordens judiciais.
Foi uma grande vitória do SINTUFF e da nossa greve ter derrubado o interdito, mas sabemos que a postura do procurador e do reitor seguirá sendo a busca de novas formas repressivas para calar os que lutam. Uma postura única do país, pois 90% dos reitores estão respeitando as lutas dos trabalhadores e estudantes, o da UFF quer mostrar submissão ao máximo às vontades de Dilma.

Não tem arrego. Nossos direitos estão sendo violados e não hesitaremos em continuar a luta e usar todos os métodos que a categoria definir.






terça-feira, 15 de setembro de 2015

Por unanimidade assembleia vota continuidade da greve



Ocorreu hoje, 15/09,  no auditório da Faculdade de Educação, a assembleia geral de greve do SINTUFF. Os servidores presentes deram informes nacionais e locais sobre o movimento grevista, como a contraproposta apresentada pela FASUBRA, aprovada pelas assembleias da categoria, e o novo ataque da Reitoria ao SINTUFF. O reitor enviou ontem, durante a realização do comando local de greve, uma intimação cobrando o pagamento retroativo dos alugueis da sede do sindicato, localizado dentro do campus do Valonguinho. Esta ação não é mais que uma perseguição política por parte da Reitoria, que em 30 anos nunca cobrou aluguel, com o objetivo de atingir a greve. Trata-se de um pedido absurdo, a universidade é pública e os seus trabalhadores tem o direito de se organizar dentro do campus. A assessoria jurídica do sindicato está tomando as devidas providências sobre o caso.
Amanhã, dia 16/9 a categoria se concentrará na Reitoria para um Café da Manhã às 7 horas para cobrar do reitor a realização da reunião que foi desmarcada. No momento de crise profunda da universidade o reitor se ausentará novamente para realizar duas viagens internacionais.

Na análise de conjuntura, discutiu-se a necessidade de intensificar a greve depois que o governo Dilma lançou um  pacote de ajuste com medidas que atingem fundamentalmente aos trabalhadores. Entre as medidas  adiaram o reajuste salarial do funcionalismo para agosto de 2016, suspenderam concursos públicos programados para o próximo ano, cortaram parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que financia o “Minha Casa, Minha Vida”, em R$ 4,8 bilhões. A área da Saúde vai sofrer um corte extra de R$ 3,8 bilhões. E vão recriar a CPMF, para arrecadar R$ 32 bilhões, que supostamente seria temporária, até que o governo e o Congresso Nacional definam novas regras para a Previdência pública, ou seja para driblar o rombo que eles mesmos criaram na previdência, podem, por exemplo aumentar a idade da aposentadoria.

A compreensão da assembleia foi que diante deste pacote era necessário intensificar a greve e por
por unanimidade, votou-se a continuidade da greve.

Também foi discutida a participação do SINTUFF para a marcha em São Paulo no dia 18/9. O ônibus sairá às 8h da manhã em frente ao DCE.