quarta-feira, 16 de março de 2016

Segue a Luta contra a EBSERH no HUAP! A repressão policial não vai calar nossa luta!

Foto: Zulmair Rocha
Em uma reunião tumultuada e sem nenhum debate democrático, o reitor Sydnei Melo impôs a votação da EBSERH no HUAP na reunião do Conselho Universitário extraordinário. Desta vez o reitor e o diretor do HUAP se superaram, e com o apoio de um forte aparato repressivo das Polícias Militar, Federal e da Guarda Municipal dos governos Dilma, Pezão e Rodrigo Neves, impuseram uma votação em cinco minutos. O reitor só permitiu a palavra do diretor do Hospital e do relator da Câmara, que eram a favor da Ebserh, os Conselheiros contrários não puderam falar. Com esta ação, só reafirmaram o autoritarismo que os caracteriza, desde cedo ignoraram a liminar da justiça impetrada pela ADUFF que determinava que a sessão do Conselho Universitário fosse aberta à participação da comunidade acadêmica e a cidadãos interessados, e com forte escolta policial bloquearam a entrada do prédio da Imprensa Oficial onde convocaram o Conselho. É evidente que reitor e diretor do hospital, Tarcísio Rivello, apelaram à repressão para privatizar o hospital porque não conseguiram convencer à comunidade universitária de que uma empresa privada, que só visa a obtenção de lucros, será benéfica para melhorar os serviços da saúde pública.
Foto: Zulmair Rocha
O SINTUFF repudia e denuncia estas ações autoritárias, que só demonstram a incapacidade e debilidade do reitor e do diretor do HUAP para resolver uma questão de responsabilidade social, que afetará a vida de servidores e usuários.
Reitor entra com ação e juiz multa o SINTUFF em 100 mil reais!!
No dia anterior nossa entidade foi surpreendida com um ataque sem precedentes. O reitor apelou à justiça e com uma decisão judicial arbitrária em nome de um suposto “estado democrático de direito”, o Juiz determinou e autorizou a presença policial com efetivo suficiente no Conselho universitário.
O juiz, já multou o Sindicato em R$ 100.000,00, determinou a apreensão de valores da conta do SINTUFF e ameaçou pender os dirigentes do Sindicato em um ato digno da época da ditadura. Já estamos recorrendo dessa absurda ação e não vamos admitir perseguições e nem que criminalizem nosso movimento.
Segue a luta contra a privatização e o autoritarismo da reitoria!
A luta continua, agora vamos nos mobilizar para impedir a implementação da EBSERH no HUAP e não vamos aceitar assedio moral e nem imposição do ponto eletrônico, estamos indo nos setores para seguir nossa organização. Denunciaremos todas as irregularidades que o reitor cometeu na votação de um Conselho universitário montado para privatizar a qualquer custo o hospital.

terça-feira, 8 de março de 2016

Com forte escolta policial reitor e diretor do HUAP dão golpe na UFF

Foto: Zulmair Rocha
O Reitor Sydney e o diretor do Hospital Antônio Pedro, Tarcísio Rivello, com uma operação repressiva e uma ação vergonhosa, conseguiram aprovar um indicativo para a entrada da EBSERH na UFF. Em cinco minutos e numa reunião secreta, supostamente do Conselho Deliberativo, onde ingressaram pessoas desconhecidas, decidiram o destino do hospital. Cientes da impossibilidade de convencer à comunidade universitária sobre as vantagens da EBSERH, reitor e diretor montaram um aparato repressivo e judicial para impor, com uma votação minoritária, a concordância à privatização do HUAP.
A reitoria conseguiu uma liminar que determinava um interdito proibitório frente a qualquer manifestação. Assim, desde cedo três carros de polícia e um batalhão de policiais armados organizaram um cordão de isolamento gradeando a entrada do prédio da Procuradoria Federal. O assessor da reitoria, Ronconi, conseguiu ser mais autoritário que a própria justiça impedindo a entrada de trabalhadores, estudantes, usuários e parlamentares. A conselheira suplente Lígia, coordenadora do SINTUFF, depois de muita briga, conseguiu entrar para registrar a ilegitimidade dessa reunião.
O autoritarismo da reitoria é cada vez mais exacerbado e todos os problemas da universidade estão sendo resolvidos através da imposição policial. A universidade tem sido tolhida do debate.
De que tinha tanto medo o diretor Tarcísio, para ter que apelar a tamanho aparato repressivo? A polícia federal, estadual e municipal dos governos Dilma, Pezão e Rodrigo Neves, armados com fuzis e escopetas, ameaçaram manifestantes que realizavam um protesto legítimo.  O reitor e o diretor tinham medo de que o debate democrático expusesse e a comprovação de que, em todos os hospitais onde a empresa foi implementada, o modelo fracassou. Pioraram os atendimentos, falta material, recuaram as pesquisas, se pratica assédio moral, e o atendimento é produtivista.
 Tinham medo porque se aceitassem a proposta de realizar audiências públicas para garantir o debate democrático acerca do significado da EBSERH na universidade, não teriam argumentos para convencer que uma empresa privada, que visa só a obtenção de lucros, vai beneficiar a saúde pública.
O que reitor e diretor fizeram foi uma demonstração de debilidade e incapacidade de lidar com os assuntos da universidade e com o diálogo com trabalhadores e estudantes da UFF. O SINTUFF, junto a estudantes e professores, fizeram seu papel. Estiveram na porta denunciando a atitude covarde e autoritária da reitoria e da direção do hospital.
No final da reunião, na saída dos conselheiros, a manifestação indignada repudiou os conselheiros e o diretor. A polícia federal e municipal jogaram covardemente gás de pimenta nos manifestantes.
A batalha continua, no próximo CUV a reitoria pretende colocar a EBSERH na pauta. V
amos nos mobilizar e lotar o conselho! Todos ao CUV.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Basta de golpes! A EBSERH não vai passar!

Mais uma vez o reitor e o diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro, Tarcísio Rivello, tentam aprovar a EBSERH à portas fechadas e fora da universidade. Convocaram uma reunião do Conselho Deliberativo do HUAP para a sede da Procuradoria Federal de Niterói para terça-feira (8), às 10 horas, com a pauta “Sustentabilidade do HUAP: Uma gestão compartilhada com a EBSERH". É a segunda vez que Tarcísio tenta aprovar a EBSERH realizando a reunião fora da universidade. O diretor se vale desta manobra porque sabe que a comunidade universitária não consente com a privatização do hospital e rejeita a implementação da EBSERH na UFF. A justiça federal já anulou a manobra anterior, quando pretenderam votar a EBESERH por e-mail e a mobilização de estudantes, técnicos-administrativos e docentes vêm impedindo que se vote no Conselhos Universitários.A comunidade universitária apresentou, no último Conselho Universitário, a proposta de realização de audiências públicas para debater o assunto. Porém, muitos conselheiros se retiraram evitando que houvesse quórum para que esta proposta democrática fosse votada.O reitor e o diretor o HUAP escolheram o autoritarismo para aprovar um modelo já comprovadamente falido na maioria das universidades onde foi implementado. 
Vamos impedir esta imposição! SINTUFF convoca a categoria para estar presente no ato que realizaremos na porta da Procuradoria Federal para impedir mais uma vez este atropelo da democracia na universidade.

Basta de golpes! Todos ao ato dia 8/3, às 8h, na Procuradoria Federal de Niterói na rua São Pedro, 24 - Centro, próximo ao terminal rodoviário.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Servidores lotam CUV em dia de paralisação

Foto: Zulmair Rocha

No dia da paralisação nacional da categoria, servidores, docentes e estudantes lotaram o Conselho universitário. Mais uma vez o reitor Sydnei Melo não compareceu. A coordenadora Lígia Martins do SINTUFF, colocou a necessidade de que o CUV discuta a crise não só do HUAP, mas de toda a universidade, relatando como situações de falta de material e de precariedade estrutural estão impedindo o funcionamento da  instituição, e que os servidores estão expostos a péssimas condições de trabalho. Denunciou a pretensão da reitoira de questionar a jornada de 30 horas. Reafirmou que a saída para crise do HUAP não é a adesão a EBSERH e que a reitoria continuam negando-se a fazer o debate abertamente. Também denunciou a atitude autoritária do Diretor Tarcíso Rivello de publicar que nenhum paciente suspeito com a doença Guillam- Barre poderá ser atendido sem sua autorização previa. Destacando que ganhou repercussão internacional que o HUAP, conta com um médico especialista nesta doença rara. 
O coordenador Pedro Rosa apresentou a proposta de que a UFF realizasse audiências públicas para debater a EBSERH com as diferentes posições, e não só com a presença do presidente da empresa, como o debate já promovido pela reitoria. Apesar da proposta ter um caráter meramente democrático, ainda assim os representantes da reitoria se manifestaram contrários. No entanto no início do CUV  existia quórum visível, no momento da votação vários conselheiros se retiraram. Desta foram a reitoria novamente se valeu de manobras para impedir que a comunidade universitária tivesse acesso ao debate democrático do significado da EBSERH na UFF. Demostrando assim, que a reitoria teme ao debate porque não tem argumentos que convençam que uma empresa privada que visa o lucro,  pode gestionar favoravelmente um hospital universitário que dever pregar pelo cuidado e avanço da saúde pública.

Debate sobre EBSERH reafirma prejuízos no Hospital Universitário de Paraná

Foto: Zulmair Rocha

Dando continuidade a campanha contra a entrada  da EBSERH no HUAP,o SINTUFF, junto a ADUFF e aos estudantes de oposição da esquerda da UFF, organizaram um debate aberto sobre EBSERH no Campus Gragoatá. Na ocasião foram convidados os companheiros José Carlos de Assis do SINDITEST-PR e Darlei Rugeri Wollmann do Sindicato dos Médicos PR.
Compuseram também a mesa Gustavo Gomes, representante da ADUFF, Lucas Marcelino, Diretor da Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina e Pedro Rosa, Coordenador do SINTUFF.
Contrariamente à propaganda divulgada pelo reitor Sydnei, em relação a suposta melhoria do Hospital Universitário da Universidade Federal de Paraná, os convidados relataram situações que demostram a decadência e retrocesso do hospital após a entrada da EBSERH. 
José Carlos relatou que além de ter ingresso digitalizado, os servidores são orientados a não passar mais de 13 minutos por atendimento e que e os trabalhadores sofrem forte assedio moral.
Darlei, médico e professor, relatou exemplos alarmantes, a EBSERH compra material de estrema necessidade, como eletrodos, baratos e de péssima qualidade colocando em risco a vida de pacientes. Também piorou notavelmente a atividade de pesquisa, e afirmou que o hospital escola de fato está extinguido.
Outras intervenções acrescentaram dados sobre os prejuízos da EBSERH para a pesquisa,e a comunidade. Estiveram presentes colaborando com o debate a Professora Claudia March (ANDES), o Professor Wladimir do HUAP, o Professor Romildo Bomfim da UFRJ, 
Uma mãe, Sandra, fez um depoimento emocionado, quando manifestou que sua família tinha feito muito esforço para que seu filho chegasse ao curso de Medicina, mas que hoje acompanhando a indignação dele com a situação que atravessa o HUAP, e  estará participando e apoiando esta luta. 
O doutor Jorge Darze, presidente do Sindicatos dos Médicos do RJ e diretor da Federação Nacional dos médicos, esteve presente e deixou seu depoimento contrário a implementação da empresa. 
A coordenadora do SINTUFF Lígia e estudantes de diferentes coletivos chamaram a unidade da comunidade universitária e a mobilização para continuar a batalha contra a adesão da UFF à empresa. O coordenador Pedro Rosa propôs a realização de novos eventos deste tipo. Agradeceu a participação dos convidados de Paraná e parabenizou pela dura luta que eles travaram enfrentando o golpe da reitoria da universidade de Paraná para implementar a EBSERH nessa instituição. 

Veja abaixo o vídeo com as falas dos convidados.