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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Conselho Universitário não atinge quórum e EBSERH permanece fora da pauta

CUV é cancelado por não alcançar o quórum
(Fotos - Luiz Fernando Nabuco - ADUFF)
Por falta de uma assinatura, a sessão do Conselho Universitário (CUV) do dia 24/4 não atingiu o quórum e foi cancelada. Preocupados com a possibilidade da EBSERH ser incluída repentinamente na pauta, cerca de 15 conselheiros se recusaram a assinar a lista de presença. A atitude deixou o reitor Roberto Salles irritado, que tentou estender ao máximo a conferência do quórum, numa atitude bastante estranha e suspeita. Roberto Salles esticou ao máximo as falas iniciais, o chamado “pinga-fogo”, mas não houve tempo hábil para que mais conselheiros chegassem e o quórum fosse atingido.
Mesmo entre os setores que formam a base de apoio do reitor não há consenso sobre os temas EBSERH e catraca. Conhecido defensor da atual administração, o conselheiro Paulo Cesar Fernandes de Almeida (conhecido como PC), da Escola de Engenharia, declarou em sua fala que a implantação da EBSERH fere a autonomia universitária e desvincula o HUAP da UFF.

Diretor do HUAP panfleta por catraca
A impopular política de instalar catracas no HUAP está sendo defendida pelo diretor (não eleito) do hospital, Tarcísio Rivello, em informativo oficial da instituição. A publicação deplorável não reflete a posição majoritária da comunidade do HUAP. O informativo afirma que a catraca não tem vínculo com o ponto eletrônico. Mas até quando? Enquanto a UFF gerir o HUAP, é a universidade que faz as regras. Mas se a EBSERH for implantada, como desejam Roberto Salles e Tarcísio Rivello, a administração privada do hospital pode instituir, da noite para o dia,  que a catraca vale como ponto eletrônico.

Roberto Salles demonstrou ansiedade para atingir o quórum

quarta-feira, 27 de março de 2013

CUV aprova resolução barrando controle eletrônico de ponto e reitor não disfarça interesse pela EBSERH

Servidores encheram o auditório em protesto
(Fotos: Zilmair Rocha)
Pressa e ansiedade. Essas duas palavras resumem o sentimento do reitor Roberto Salles e do diretor (não eleito) do HUAP Tarcísio Rivello quando os temas são catraca eletrônica e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).  A seção do Conselho Universitário (CUV) de quarta (27/3), na Geociências, aprovou resolução indicada pelas câmaras conjuntas assegurando que catracas não serão utilizadas como controle de ponto e a formação de um Grupo de Trabalho (GT) para debater controle de acesso, segurança, escala de trabalho e frequência.
Servidores protestam no CUV
Causou estranheza, contudo, a postura do reitor Roberto Salles que indicou a resolução para ser aprovada, mas logo a seguir bradou: “o último item não impede o controle de acesso”.
Servidores reunidos após o CUV
O diretor (não eleito) do HUAP, Tarcisio Rivello, em sua fala frisou que “é um homem de ação e não de retórica”. Mas não justificou o fato de suas ações não serem deliberadas pelas instâncias deliberativas da UFF como o Conselho Deliberativo do HUAP e o CUV.
Em sua fala, o reitor Roberto Salles demonstrou toda sua ansiedade pela implantação da EBSERH. Afirmou que o caráter da empresa estatal de direito privado é, segundo suas palavras, “100% SUS” e, portanto, não representaria privatização.
A situação é preocupante. A implantação da EBSERH envolve cargos com remunerações vultosas para o alto escalão da estatal de direito privado. A pressa em adotar a EBSERH e instalar catracas aparenta ser o interesse particular de alguns sobrepondo os interesses da comunidade universitária.
O SINTUFF orienta que os servidores do HUAP não aceitem nenhum tipo de cartão eletrônico de entrada por este configurar controle de frequência, ferindo a decisão do CUV. O sindicato está disposto a garantir com mobilização da categoria e judicialmente que a decisão do Conselho seja respeitada.