quarta-feira, 29 de abril de 2015

Conselho Universitário da UFF aprova Moção de Repúdio ao PL 4330

Foto: Luiz F. Nabuco
O Conselho Universitário da UFF reunido dia 29/4, aprovou por unanimidade a Moção de Repúdio ao PL 4330/04 que permite e estimula a terceirização em todas as relações de trabalho. Nossa universidade reafirma sua defesa do serviço público, dos contratos efetivos, do concurso público via RJU, e se contrapõe às precárias relações de trabalho, inclusive as já existentes no interior de nossa da universidade.
Entendemos que este PL é um grave retrocesso as conquistas dos direitos trabalhistas de um modo geral, e ao serviço público em destaque.

Esta moção foi apresentada pelos conselheiros vinculados ao SINTUFF e obteve incorporação do DCE, mas foi aprovado por todos.

Vitoriosa greve impede demissões

Foto: Reprodução de Internet
Os trabalhadores da Mercedes-Benz, com a força de sua luta, conseguiram reverter um quadro de 500 demissões anunciado pela empresa para 04/5. A greve teve início dia 22/04 após a notícia sobre as demissões ter sido divulgada pela Mercedes-Benz na imprensa. Um forte movimento paredista que teve seu término na última segunda-feira (27/4) após o cancelamento da massiva dispensa de mão de obra.

Chega de perseguir Garis! PELAS READMISSÕES DE BRUNO DA ROSA E CÉLIO GARI!

O SINTUFF repudia a decisão do presidente da COMLURB e do prefeito Eduardo Paes (PMDB) de demitir Bruno da Rosa e Célio Gari, principais lideranças das greves dos garis do Rio de Janeiro. A demissão é arbitrária, quando o acordo prevê inclusive compensação dos dias sem desconto no salário. Trata-se de uma atitude ditatorial de Eduardo Paes em claro desrespeito às leis trabalhistas e ao direito de greve, ferindo os direitos humanos e a dignidade do trabalhador. Além disso, há uma evidente perseguição política contra Bruno. Primeiro houve um interdito proibitório no período da greve e posteriormente um inquérito policial. Depois, comprovadamente, a COMLURB fraudou a eleição da CIPA para retirar sua estabilidade e transferi-lo de unidade para um local distante sem reposição do vale transporte. Além de colocá-lo num serviço, cujo esforço seu laudo médico o impedia de realizar.
Solicitamos a readmissão de Bruno, Célio e de todos os que venham a ser demitidos. Exigimos o fim das perseguições políticas a todos os trabalhadores que atuaram na greve.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Reunião discute Dia de Lutas do setor das estaduais e municipais do ANDES-SN

O Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes) do ANDES-SN esteve reunido em Brasília (DF), nos dias 18 e 19 de abril, para discutir questões relativas à preparação do Dia Nacional de Lutas das Iees e Imes em defesa de mais recursos públicos para essas instituições, com paralisação em 27 de maio, definido no 34° Congresso do ANDES-SN. Durante toda a semana, de 25 a 29, as seções sindicais do Setor deverão realizar atividades de mobilização, como panfletagens, aulas públicas, debates. 
 "Como há a possibilidade de ter uma paralisação geral das centrais sindicais, ao que tudo indica, a partir da segunda quinzena de maio, deliberamos orientar as seções sindicais para a realização de uma semana de mobilizações e lutas, no mesmo período, incluindo o Dia Nacional de Lutas das Iees e Imes”, afirma Epitácio Macário Moura, um dos coordenadores do Setor das Iees/Imes. Ele explicou que o Setor das Iees/Imes indicou às seções sindicais do ANDES-SN que as manifestações sejam feitas em frente às Assembleias Legislativas de cada estado.
Na abertura da reunião, a secretária geral do ANDES-SN, Claudia March, realizou uma intervenção sobre o processo de reforma da previdência nos estados, onde apresentou as experiências de alguns estados, que já editaram leis para a previdência complementar, nos moldes do que ocorre em nível federal com o Funpresp. “A discussão apresentada pela Claudia March sobre os prejuízos que a previdência complementar causa aos servidores, tanto recém-ingressos quanto aos antigos, foi fundamental para o debate e trouxe elementos como o fato, por exemplo, do servidor antigo ao passar a contribuir com a previdência complementar abdicar do seu modelo antigo de previdência e perder o direito à aposentadoria que tinha antes. Pois muitos acham que estão comprando o fundo complementar, para ser um adicional à sua aposentadoria. Mas ao aderir ao plano, ele está abrindo mão da aposentadoria, em muitos casos integral, de forma irrevogável e irreversível”, contou Macário.
De acordo com o diretor do ANDES-SN, o Setor das Iees/Imes apontou a necessidade das seções sindicais encaminharem as lutas em conjunto com as categorias do serviço público estadual, para enfrentar esse ataque à previdência dos servidores estaduais, que já vem ocorrendo em alguns estados como São Paulo, Bahia e Paraná. “Precisamos rebater em alguns estados o argumento que eles utilizam de que é apenas uma adequação do que existe no plano nacional”, completou.                 
Ainda na reunião, foram discutidos outros temas como a organização do XIII Encontro do Setor das Iees/Imes e do Seminário Nacional sobre Federalização e Financiamento das Iees/Imes, que serão realizados no mês de setembro deste ano na Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas (Adunicamp – Seção Sindical do ANDES-SN). 
Para intervir nos processos de decisão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), como foi delibarado no 34° Congresso, o setor propôs a realização de um levantamento, que será realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para saber o valor do investimento do orçamento público estadual no ensino superior e comparar com o arrecadamento do estado. Esses dados, segundo o Macário, “municiará os docentes do setor, para intervir no orçamento e fortalecer a luta por mais recursos para as Estaduais”. 
“A reunião do setor foi muito proveitosa, as seções sindicais trouxeram as inquietações da base. Então, deliberamos elementos práticos e ações efetivas para colocar em exercício aquilo que foi deliberado no 34° Congresso", avaliou.

Fonte: ANDES-SN
http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7456

MOÇÃO DE APOIO AOS COMPANHEIROS(AS) DO SINTUFF

As violações dos direitos sindicais se intensificaram durante os últimos anos. Cada vez mais o empresariado e os gestores do estado a serviço dos interesses do capital se arrogam o direito de tratar as lutas dos trabalhadores contra a desigualdade, a injustiça, a opressão e a exploração como caso de polícia. Assassinatos de militantes, prisões e demissões em razão de atividades sindicais têm ocorrido em diversos países e, em especial, naqueles onde os trabalhadores têm respondido de forma contundente à brutal ofensiva da burguesia, que para reagir à crise do Capital, investe contra os direitos da nossa classe. Em nosso país essa prática carrega o perverso legado da ditadura empresarial–militar. Sendo, assim, profundamente lamentável que isto ocorra, inclusive, no interior de Universidades públicas, onde o combate à ditadura foi tão intenso. Os trabalhadores do serviço público conquistaram por meio da luta o direito à liberdade de expressão, de representar e ser representado, de participar, organizar atos que busquem a ampliação dos direitos e melhorias nas condições laborais. Cabendo aos gestores públicos, na forma da lei, respeitar as entidades como órgãos que representam segmentos da classe trabalhadora. (Convenção 151 da OIT). Ainda assim, a postura do governo federal diante de nossas reivindicações tem expressado um profundo autoritarismo e o firme compromisso com os interesses do capital parasitário. Além do mais, a criminalização das entidades sindicais, como ocorreu durante a última greve dos trabalhadores da educação federal de 2013, demonstra a intenção do governo Dilma/PT de derrotar os movimentos sindicais que têm se posicionado, de forma autônoma, classista e combativa, em favor da preservação dos direitos conquistados pelos trabalhadores. Nosso sindicato tem denunciado as constantes práticas antissindicais levadas a efeito por governos e pelo patronato. Neste sentido, a diretoria da ADUFF - Seção Sindical do ANDES-SN vem expressar publicamente o seu repudio aos atos praticados pela reitoria da Universidade Federal Fluminense que visam coibir o legítimo direito de manifestação da categoria dos técnico-administrativos da UFF e, ao mesmo tempo, a diretoria da ADUFF-SSind manifesta sua solidariedade aos companheiros (as) do Sindicado dos Trabalhadores em Educação da UFF (SINTUFF). Igualmente, expressamos nosso apoio à luta dos companheiros (as) do SINTUFF contra a ameaça da reitoria de despejo de sua sede, localizada há muitos anos no campus do Valonguinho em Niterói. Entendemos que essa ameaça significa um constrangimento ao direito de organização da categoria. Só há liberdade de manifestação, na medida em que, se respeita o direito de livre exercício da diferença e da discordância. Essa é uma lição que nos foi legada por aqueles que lutaram arduamente pala democracia na sociedade e na universidade. Neste sentido, reivindicamos a imediata suspensão dos atos que criminalizam o SINTUFF e seus diretores. Niterói, 16 de abril de 2015 448ª Assembleia Geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense ADUFF- Seção Sindical do ANDES-SN, realizada a 16 de abril de 2015.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Educadores de São Paulo em Greve

Foto: Reprodução de Internet
Sem acordo, os educadores de São Paulo decidiram continuar a greve e ontem, dia 23/04, foram duramente reprimidos na Secretaria de Educação. Repudiamos a repressão do governador Alckmin! Todo apoio à greve dos educadores em São Paulo!

Todo apoio a Greve dos Educadores do Pará

Foto: Reprodução de Internet
Os trabalhadores em educação do estado do Pará estão em greve desde o dia 25 de março e têm feito uma luta histórica. Esta greve é parte da luta nacional que os educadores vêm travando contra os cortes de verbas e os ajustes que o governo Dilma, governadores e Prefeitos estão aplicando contra nós trabalhadores. Somente este ano o corte no orçamento federal da educação já chega a mais de 14 bilhões.
A luta dos educadores também se dá por reajuste e pagamento do Piso Salarial, contra a meritocracia, por melhorias de condições de trabalho nas escolas e valorização profissional. No país inteiro assistimos os trabalhadores se mobilizarem, a exemplo da poderosa greve de SP, Santa Catarina e Roraima, Macapá, etc. O que de fato coloca na ordem do dia a necessidade da greve geral da educação.Repudiamos a justiça que acaba de decretar a ilegalidade da greve e o governo do estado que se recusa a negociar e atender as reivindicações dos professores. A coordenação do SINTUFF dá todo apoio e solidariedade aos educadores do Pará e aposta que a categoria se fortaleça e que a greve triunfe.

Saudações de Luta.
Coordenação do SINTUFF